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Sumaré, 24 de Outubro de 2006 - 12:48 hs |
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Desenho é profissão?
Se você tem aptidão para a Arte, ela pode ser sua profissão
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Desenho é profissão? (2)
Muitas pessoas que não têm ligações com a área artística, e portanto detêm poucas informações sobre o assunto, consideram a atividade artística para os mortais comuns - mais especificamente as artes plásticas - um simples hobby, ou uma atividade para quem não precisa trabalhar. Na verdade a prática artística pode ser rentável, e evoluir até tornar-se profissão e fonte única de subsistência do artista.
Ao imaginar a arte como profissão, o leigo pode cair no erro de considerar somente a figura do pintor meio excêntrico que vende seus quadros por uma fortuna ou morre de fome porquê não conseguiu vender nenhum. Na realidade, existem diversas aplicações de peças artísticas no nosso cotidiano, e quem as produz são pessoas comuns, que nasceram com aptidão para desenho e pintura da mesma forma que outros a têm para a mecânica ou a culinária. Um exemplo é a técnica do retrato a grafite. É um produto relativamente barato e que pode ser feito a curto prazo, e têm grande acolhida pelas pessoas.
Nada contra a pessoa que quer o desenho apenas como hobby, Mas e se o artista quiser se profissionalizar? Quais os campos? Vamos citar alguns: A produção artística propriamente dita, em que o artista produz e vende seus quadros; a área publicitária, que absorve uma imensidão de peças artísticas que são produzidas para este fim específico, e que são usadas em rótulos, embalagens, out-doors, propagandas na mídia impressa, etc. (basta ver a embalagem de uma conhecida marca de margarina, com um solzinho e umas nuvenzinhas feitos a pinceladas, ou até aquela baratinha ilustrada na lata de inseticida); o mercado editorial, que necessita de capas e ilustrações para seus livros e revistas, e frequentemente recorre a ilustradores para a sua produção; área de História em Quadrinhos, um ramo da área editorial, e que se baseia principalmente no trabalho das equipes de desenhistas (é claro que o trabalho dos roteiristas é fundamental, mas para a venda imediata de um produto deste tipo o aspecto visual importa mais).
Além destes setores mais comuns de atuação artística, um vem crescendo em demanda e exigência de qualidade: a criação de peças para a Internet. Muito se engana quem pensa que pelo fato de a maioria das ilustrações utilizadas nesta mídia serem produzidas em computador, a técnica de desenho tenha se tornado dispensável. Mesmo para criar um site todo no computador, sem recorrer a ilustrações convencionais, você precisará dominar técnicas de desenho se quiser um produto de qualidade. Na realidade o computador não desenha; quem faz isso é você, e para isso usa a máquina como uma ferramenta, do mesmo modo que outros usariam lápis, carvão ou pincel. Para compor uma ilustração digital você terá que resolver problemas de composição, uso das cores, perspectiva e equilíbrio, da mesma forma que os renascentistas faziam a quinhentos anos. O que mudou foi só o material.
E a área técnica? Como uma das aplicações do desenho, deve ser incluída nas alternativas de quem se interessa por trabalhos gráficos, e gosta do setor. Para exemplifica-la, basta dizer que tudo o que nos cerca e foi criado industrialmente partiu de um desenho. O seu aparelho telefônico e seu vídeo estiveram um dia na prancheta de um desenhista-projetista. O mesmo com sua escova de dentes e seu carro.
As aplicações profissionais do desenho e da pintura são amplas, e não se resumem no que foi exposto aqui. A profissão de pintor, desenhista ou ilustrador deve ser considerada por todos os que têm inclinação artística, e o interessado deve se informar sobre as possibilidades que a área pretendida oferece.
Ubiratan Bizarro Costa
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