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Sumaré, 26 de Novembro de 201

Sumaré, 23 de Outubro de 2006 - 11:55 hs

Memória: O Colégio Comercial Dr. Leandro Franceschini

O tema foi abordado pelo professor
Francisco Antonio de
Toledo, autor de três livros sobre
a cidade, dentre eles Sumaré
Outras Histórias, publicado
em janeiro deste ano. O texto
na íntegra poderá ser encontrado
nesse livro.
Reproduzimos sua história
até o final da década de 70.

O COLÉGIO COMERCIAL
A década de 1960 viu Sumaré
crescer muito. Era o início
das grandes transformações
econômicas e sociais que
abalariam o município nos decênios
seguintes. Apesar de ter
várias escolas, faltava todavia
um curso técnico na cidade.
Para cobrir essa falha, o então
prefeito Dr. Lendro Franceschini
promulgou, no dia 25 de
maio de 1961, a Lei nº 301 que
dizia: ?Fica o Poder Executivo
autorizado a fundar e instalar
na cidade de Sumaré, para funcionamento
já no exercício de
1962, uma Escola Técnica Municipal
de Comércio?. De fato,
no dia 8 de fevereiro de 1962 a
nova Escola era autorizada a
funcionar a título precário pela
Portaria Ministerial nº 73. E no
dia 15 e março do mesmo ano
a Escola era instalada no prédio
do Ginásio Estadual de Sumaré,
na Praça da República.
O Regimento Escolar dizia:
?O ensino técnico comercial
será ministrado em dois ciclos,
o ginasial e o colegial, e abrangerá,
no ginásio comercial um
curso de quatro séries de extensão
e, no colégio comercial,
um curso técnico - o de Contabilidade
- de três séries?.
As aulas eram à noite. Em
1962, após o exame de admissão,
com provas escritas e
orais, começaram as aulas no
dia 16 de março. Havia duas
classes: a 1ª série do Curso Ginasial
e a 1ª série do Curso
Técnico de Contabilidade.
Trinta e oito alunos ao todo.
A aula inaugural aconteceu
no dia 24 de março, no Clube
Recreativo, e foi proferida pelo
Dr. José Salvador Julianelli. Estavam
presentes o prefeito Dr.
Leandro Franceschini, o presidente
da Câmara Dr. Manoel
Afonso de Vasconcellos, o
professor Osmar Miranda, o
Diretor da Escola Pastor Raini
Raymundo Peterlevitz, o prefeito
de Nova Odessa Alexandre
Bassora, o vigário Padre
Carlos Gomes Malho, o inspetor
da Delegacia de Ensino
Comercial Edmundo Duran e
o secretário da Escola, Wilson
Lara Neto, entre outros.
Naquele tempo o ano letivo
tinha 160 dias e havia exames
de 2ª época. Ninguém era dispensado
dos exames finais, e
quem não conseguisse a média
5,0 ficava para a 2ª época, no
fim de janeiro do ano seguinte.
Os exames finais e de admissão
se faziam com a presença
do Inspector Federal.
Em 7 de outubro de 1963 a
Escola Técnica Municipal de
Comércio passou a se chamar
?Colégio Comercial do Município
de Sumaré?, pela Lei Municipal
nº 456. Ainda no ano de
1962 foram construídos o escritório-
modelo e as novas salas
de aula, que ficaram prontos
no início de 1963.
O primeiro diretor da Escola
foi Raini Raymundo Peterlevitz,
que tomou posse em
5 de novembro de 1961.
Substituiu-o na direção, em 8
de julho de 1963, o professor
Ivo Alves da Silveira, que ficou
no cargo até 31 de março de
1964, quando pediu exoneração.
Logo depois da posse do
professor Ivo, a ?Tribuna da
Cidade? registrava a homenagem
prestada ao ex-diretor da
Escola, Raini Peterlevitz e dava
boas vindas ao novo diretor,
com o qual ?a Escola não padecerá
mudança. Sem bajulação
nenhuma, outro idealista?,
dizia o jornal.
PRIMEIROS
PROFESSORES E
PRIMEIROS
CONTADORES
Para matar a saudade e para
que a memória não se perca,
eis a lista dos primeiros professores
da então Escola Técnica
Municipal de Comércio de Sumaré,
no ano de 1962: Flora
Ferreira Gomes (inglês e português),
Mirna Aparecida Biancalana
(matemática e ciências),
Maria Célia Foffano (geografia
e educação artística), Manoel
Afonso de Vasconcellos (história),
Zilma Terezinha Foffano
(história), Osmar Miranda
(contabilidade geral e aplicada),
Paulo Ghirardello (elementos
de economia), Raini Peterlevitz
(iniciação à ciência), Elifaz Mila
de Vasconcellos (português),
Maíba Aparecida Maluf (ciências),
Ivo Alves da Silveira e
João Paulo de Toledo (Admissão).
O primeiro Secretário da
Escola, até 9 de fevereiro de
1972, foi Wilson Lara Neto; os
primeiros Inspetores de alunos
foram Florivaldo de Barros e
Cecília Silva Minchin.
No dia 4 de maio de 1964,
tomava posse o novo Diretor
do Colégio Comercial, professor
Alvino Albanezzi. ?Seu Alvino?,
como é carinhosamente
chamado por alunos, professores
e funcionários, está na direção
há 28 anos. Quase um monarca
no trono! O segredo dessa
vitalidade talvez seja a competência,
a habilidade e o jeitinho
com que administra. Em
197l/1972 ele esteve afastado
da Escola por problemas políticos,
mas retomou a coroa em
fevereiro de 1973. De janeiro a
junho de 1971 foi diretor do
Colégio o professor Cyríaco
Antonio Espanhol, e de julho
de 1971 a fevereiro de 1972 a
professora Angélica Maria de
Oliveira e Silva. O Prefeito na
época era Aristides Moranza.
Em 1964 formava-se a primeira
turma de Técnicos em
Contabilidade de Sumaré. Não
eram muitos, é verdade, mas
onze técnicos, que se multiplicarão
nos anos seguintes. Seus
nomes: Arnaldo Bredik, José
Dalton Gomes de Moraes, Lázaro
Argenton, Leonel Moura,
Amália Eugênia Franceschini,
Doraci Kalvon, Rosa Biondo,
Sueli Conceição do Valle Miranda,
Vera Lúcia Vasconcellos
e Terezinha Lopes.
Em junho de 1965 o Colégio
Comercial desvinculou-se
do Sistema Federal e vinculouse
ao Estadual, passando a receber
orientação e fiscalização
do Ensino Estadual.
Em 1967 a Secretaria e a
Diretoria foram ampliadas, novos
e modernos móveis administrativos
foram adquiridos e
o escritório-modelo equipado.
Nesse ano professores e Diretor
da Escola participaram do
VII Congresso Brasileiro de
Ensino Técnico, em Porto Alegre.
No ano seguinte, em 7 de
maio de 1968, saiu a Lei nº 829
que denominava ?Dr. Leandro
Franceschini?, o Colégio Comercial
Municipal de Sumaré.
Porém, o prédio da Praça da República tornava-se pequeno
para conter todos os alunos.
Em 1971 algumas classes foram
deslocadas para o prédio
do 2º Grupo (Escola Estadual
João Franceschini) e, em 1974,
outras classes foram para o
?Alkmin?. Consta que em 1971
o Prefeito Aristides Moranza
tinha aprovado uma planta
para a construção do novo prédio
do Colégio Comercial. O
projeto, todavia, não saiu do
papel e a Delegacia do Ensino
Técnico cobrava, frequentemente,
uma solução, que só
veio 18 anos depois.
COLÉGIO COMERCIAL:
NOVO PRÉDIO, NOVOS
CURSOS
O Escritório-Modelo do
Colégio Comercial se chama
?Escritório-Modelo Carlos
Biancalana?, desde 1969. É justa
homenagem que a Prefeitura
fez, pelo decreto 592, ao primeiro
sumareense formado
em Contabilidade. Ele foi contador
em várias firmas de Sumaré,
destacando-se pela eficiência
e seriedade profissional.
Mas, nem tudo são rosas na
história do Colégio. Em 1971 a
Inspetora Regional, ao lavrar o
termo de visita, escreveu que
?fatos desagradáveis? estavam
acontecendo na Escola. É que
o Diretor e quatro professores
(Alaerte Menuzzo, Francisco
de Toledo, Dorival e Stella
Gazzeta) tinham sido demitidos,
por motivos não esclarecidos,
e professores não autorizados
tinham sido contratados
para substituí-los.
Após muitas reuniões entre
autoridades escolares e Prefeito,
em fins de junho os professores
foram readmitidos e o
Diretor Cyríaco Hespanhol foi
substituído pela Prof.a Angélica
de Oliveira e Silva.
O Colégio tinha quase mil
alunos em 1971. A cidade crescia
e a procura de cursos profissionalizantes
aumentava.
Atendendo em parte essas reivindicações,
foi criado e começou
logo a funcionar, em 1974,
o Curso Técnico em Administração.
Desde 4 de fevereiro de
1974, à frente da Secretaria esteve
Djacir Sanguini. Ele
substituía Vanderley Hartgers,
que fora secretário desde fevereiro
de 1972. Em 1975, mês
de julho, assumiu a Secretaria
Vanilda Ap. Marson Biondo,
que ficou no cargo até 1991. A
atual secretária da escola é Sonia
Lara Phenis.
A partir de 1979 foi sendo
extinto gradativamente o ensino
de 1º Grau do Colégio Comercial.
Nesse ano já não funcionou
a 5ª série. Em 1989,
concretizando antiga aspiração,
o Colégio ganhou prédio novo.
Juntamente com o ?Anchieta?,
passou a ter suas instalações na
Rua Geraldo de Souza, no Jardim
Carlos Basso, atrás do
?Dom Jayme?.
Tribuna Liberal, 15/11,
22/11, 29/11/1992
UM DEPOIMENTO
? Era uma glória?, relembra
o advogado José Dalton Gomes
de Moraes, que integra a
primeira turma de formandos
do curso de Técnicos em Contabilidade
daquela escola, ocorrida
em 1966. ?Toda a cidade,
inclusive outras de nossa região,
reconheciam seu nível de
ensino?, diz ele. José Dalton
veio com a família para cá na
década de 60. ?Morava em Itaúva,
mas estudava no Colégio
São Luis, de Jaboticabal. Quando
me mudei, fui transferido
para o Colégio Comercial e lá
encontrei amigos e um alto nível
de formação?, acrescenta.
A exigência com os alunos
era quebrava apenas quando alguns,
dentre eles o próprio José
Dalton, tentava, junto com os
amigos, pular o muro do prédio
para ir ao barzinho de dona
Odair Ricatto, a proprietária de
uma pequena lanchonete na
antiga Rodoviária, situada na
Praça da República. ?Mas não
havia jeito, o Flor (o inspetor
de alunos Florivaldo de Barros)
era muito atento, não dava uma
única trégua?, brinca.
A qualidade do ensino no
Colégio é medida por ele por
um fato que ocorreu em sua
própria vida. ?Fiquei sem estudar
sete anos, mas quando
prestei vestibular para o curso
de Direito, na Puccamp, passei
sem fazer cursinho. E olha que
Direito sempre foi um dos cursos
mais concorridos daquela
Universidade?.


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