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Sumaré, 23 de Setembro de 2014

Sumaré, 25 de Julho de 2006 - 17:37 hs

Sumaré/SP 138 anos: Terra de nossos pais, esperança de nossos filhos

Coluna do Prof. Me. Benê França

SUMARÉ/SP 138 ANOS:
TERRA DE NOSSOS PAIS, ESPERANÇA DE NOSSOS FILHOS!

Cada história humana pauta-se na história de sua cidade, o seu berço natal. Ninguém nasce sem uma família e os nossos pais precisaram de um local para morar, trabalhar e nos criar. Este sagrado espaço nós chamamos de lar, um belo sinônimo para a palavra ?cidade?; os gregos chamaram-na de ?pólis?, os romanos, ?urbis, civita?, e nós a denominamos de ?município?, o local onde se instala os nossos lares, os nossos orgulhos, amores e dores. A cidade é um microuniverso de possibilidades e de incertezas.
A nossa bela cidade se chama Sumaré. Já teve outro nome, ?Rebouças?; já recebeu péssimos adjetivos, como ?Rocinha paulista?, e, inclusive, já obteve elogios: a oitava economia de São Paulo, a locomotiva brasileira, a cidade orquídea. Uma coisa, no entanto, é certa: Sumaré oscilou nessas últimas décadas, tanto na economia quanto na política, como ascendeu no cenário nacional, ora pela violência interna, ora pelo novo modelo de administração iniciado após a primeira administração pluripartidária oposicionista, a do PPS em coligação com o PT e outros partidos, da frente ?Sumaré no rumo certo?. Muito a equipe Dalben-Bacchim acertou, bem como muito ficou a desejar. Nunca Sumaré foi tão bem falada e divulgada, dando-nos orgulho de sermos chamados de cidadãos sumareenses; sinal disso, um dos presidentes da Região Metropolitana de Campinas (RMC), foi o ex-prefeito de Sumaré, Antônio Dirceu Dalben, tanto por méritos pessoais quanto pela expressiva importância político-econômica de nossa maravilhosa cidade, situada geograficamente num ponto comercial estratégico para o Mercosul, para a Capital, para as principais rodovias brasileiras. O que as últimas administrações fizeram foi transformar esse ponto privilegiado num município respeitável que deve ser consultado e ouvido.
Há alguns anos, pesquisar Sumaré na rede mundial dos computadores (Internet) era perder tempo; o máximo que se encontrava num site de busca era uma ou duas coisas; hoje a realidade é outra. Sumaré, outrora, somente era contada pelo saudoso jornalista Virgílio Nascimento Teixeira, do não mais existente ?Jornal de Sumaré?. Agora, ao contrário, positiva ou negativamente, Sumaré é notícia pela imprensa regional quanto pela imprensa nacional. Enfim, Sumaré é vista por milhões de pessoas, todos os dias, atraindo investimentos e encorajando as ações dos industriais e comerciantes locais, como nos revela o trabalho sério e ético da Associação Comercial e Industrial de Sumaré (ACIAS).
Há problemas em nossa cidade, sem dúvida, e não poucos. Os aluguéis do comércio central, na Avenida Sete de Setembro e adjacências, são os mais caros da Região; a integração entre os bairros é um desafio para as últimas administrações; porém, há muito que fazer para os quase 220 mil habitantes, distribuídos em centenas de bairros distantes da sede do município. Há muito que fazer para resgatar a auto-estima dos munícipes, sobretudo na parte comercial, haja vista que Americana, Campinas e São Paulo ainda são grandes pólos de atração financeira, para prejuízo do município em aquisição de novas divisas. Ademais, nossos políticos devem concentrar suas atenções na obtenção de novos recursos para dar continuidade a essa viabilização para o bem da população. Quem sabe, nestes 138 anos de existência, nossa cidade consiga eleger pelo menos um Deputado para melhor representá-la. Infelizmente a briga político-partidária e a rivalidade ostensiva entre certas famílias fizeram lançar vários candidatos para Deputado Estadual e Federal, uma quantidade estarrecedora se comparada a população eleitoral: menos de 118 mil eleitores. Lamentavelmente o diálogo maduro, eficaz e visionário, em prol da população, ainda não é atributo de nossos representantes públicos. Todavia, chorar pelo leite derramado não é sinal de prudência ou de engenhosidade política, como diria Nicolau Maquiavel, o pai da ciência política. Renascer, repensar as poucas alternativas existentes, e escolher a melhor, para o bem de todos, segundo Aristóteles e o próprio Maquiavel, é qualidade política que deve ter o administrador visionário, capaz de ver além da turva realidade, dos próprios interesses político-partidários, além das ambições pessoais. O nosso sincero desejo é que nessas próximas eleições não ocorra a contemplação de um nome político conhecido, como em toda cidade interiorana, mas a de uma frente suprapartidária, que aja em nome do povo, em benefício de Sumaré que, assim como a Fênix, ressurge das cinzas, para o bem da coletividade que aqui nasceu, estudou, casou e mora. Pois, por aqui, muitos passaram; não obstante, somente os que se orgulham e amam esta cidade foram os que ficaram e, portanto, cobram, para o bem dos filhos e para a alegria de nossos pais que para cá nos trouxeram e se arriscaram, porquanto viram, aqui, algo que somente hoje podemos entender: o potencial de nossa gente, orgulhosamente, sumareense.
Parabéns Sumaré pelos seus 138 anos de existência!

BENEDITO LUCIANO ANTUNES DE FRANÇA (PROF. BENÊ FRANÇA) ?
É Mestre em Filosofia. É professor de História da Escola Técnica Estadual Conselheiro Antonio Prado (ETECAP / Centro Paula Souza/UNESP), Campinas/SP, e de Filosofia das Escolas Estaduais Vereador Euclides Miranda e Dom Jayme de Barros Câmara, ambas de Sumaré/SP, pela Diretoria Regional de Ensino de Sumaré.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4794252A5


Benê França Benê França
Mestre em Filosofia e professor da ETECAP e EE Maria Ivone
Contato: benefranca.professor@sumare.com.br
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