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Sumaré, 22 de Novembro de 201

Sumaré, 16 de Maio de 2007 - 12:45 hs

Palavras, sons e imagens

Coluna do Prof. Me. Benê França

PALAVRAS, SONS E IMAGENS

Para alguns historiadores, entre eles Divalte Figueira, na obra ?História?, da Editora Ática, a partir do século XIX, a história passou a ser estudada por meio de documentos escritos que, segundo alguns europeus, ?seriam fontes confiáveis para reconstituir o passado da humanidade? (2003: 9). Acerca dos primeiros rudimentos da escrita, eles teriam sido encontrados, por volta de 3500 antes de Cristo, entre o Egito e a Mesopotâmia (atual Iraque), e tinham uma finalidade prática e econômica. Embora os aedos gregos, Homero, Hesíodo e Ferécides, tivessem propagado, entre os séculos XII e VIII a. C., o valor da oralidade, através das epopéias, a História, todavia, como ?ciência dos acontecimentos e fatos?, privilegiou a tradição escrita à oral.
Ora, se o grande marco da sociedade ocidental é a invenção da escrita, sob o intuito de comunicar e transmitir valores, conhecimentos e culturas, para além do tempo e do espaço, paradoxalmente, hoje, observamos algo inusitado: pessoas nas ruas, no interior dos ônibus e vans, e, por incrível que pareça, até nas escolas e universidades, com walkman, I-pod, celulares com fones de ouvido, entre outros aparelhos sonoros, impedindo o diálogo, a cortesia, a interatividade real e, principalmente, a leitura. Portanto, são pessoas renunciando à comunicação face-a-face, a relação ?olho-no-olho?, e, por conseguinte, a relação autor-leitor. No interior das casas, o fenômeno se repete: pais, na sala, frente-a-frente de uma TV, e filhos, nos quartos, face-a-face de um PC!
Com efeito, a relação ?eu-tu?, tão bem sintetizada por Martin Buber (1878-1965), filósofo austríaco, de origem judia, encontra-se impossibilitada; porquanto esta relação alicerça-se no princípio de igualdade entre os seres, que se reconhecem como sujeitos humanos, portadores de valores indeléveis. Quando essa relação é inviabilizada, surge o mundo conflituoso do sujeito-objeto, que compreende o ?tu? como objeto, coisa, e algo estranho e fora de mim. Neste sentido, o que deixa de existir é a própria alteridade, princípio que legitima as relações sociais.

BENEDITO LUCIANO ANTUNES DE FRANÇA (PROF. BENÊ FRANÇA) ?
Mestre em Filosofia e Professor de História da Escola Técnica Estadual ?Conselheiro Antonio Prado? (ETECAP/Centro Paula Souza), em Campinas/SP, e de Filosofia das Escolas Estaduais ?Vereador Euclides Miranda? e ?Dom Jayme de Barros Câmara?, ambas de Sumaré/SP.
Currículo Lattes no CNPq:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4794252A5
http://lattes.cnpq.br/0434923849368793


Benê França Benê França
Mestre em Filosofia e professor da ETECAP e EE Maria Ivone
Contato: benefranca.professor@sumare.com.br
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